Você sabe qual o papel do orientador educacional?

Um profissional com muitas responsabilidades e com atuação no desenvolvimento do processo educacional dos estudantes, o orientador educacional é fundamental na equipe pedagógica. 

Hoje, 4 de dezembro, data em que se comemora o Dia do Orientador Educacional, convidamos Wylma Ferraz, nossa orientadora educacional para falar sobre o papel desse profissional no contexto escolar.

Wylma, que é orientadora das turmas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I do Ofélia, também atua como diretora da Associação Brasileira de Psicopedagogia – Seção São Paulo (ABPp-SP). 

“O papel do orientador educacional é, acima de tudo, orientar familiares, professores e estudantes em suas relações. Relações de aprendizagem, relacionamento e emoções. Se o estudante estiver bem, a aprendizagem acontece de maneira tranquila e prazerosa”, explica Wylma.

O trabalho do orientador educacional envolve compreender o comportamento dos estudantes (Foto: Divulgação)

Para isso, é importante que “o trabalho seja realizado em parceria com os professores, de modo que o orientador possa compreender o comportamento dos estudantes e agir adequadamente em relação a cada um deles, e se for o caso fazer adaptações pedagógicas necessárias para que a aprendizagem aconteça”, complementa Wylma.

Para ela, o papel do orientador também envolve fazer com que os estudantes reflitam sobre valores morais e éticos, sobre os conflitos e promover projetos onde eles reflitam sobre seu papel de cidadão na sociedade, sem confundir sua atuação com a de um psicólogo, já que seu trabalho não tem dimensão terapêutica. 

“O orientador ouve, dialoga e orienta. Poucas escolas têm um profissional específico para essas funções como o Ofelia. Com isso, é comum que o coordenador pedagógico ou o próprio professor acabe fazendo o papel de orientador educacional”, conclui Wylma. 

 

“Sempre que existe convivência é preciso existir regras. Na escola, as regras têm três objetivos principais: garantir a convivência respeitosa, justa; organizar os trabalhos; e garantir condições de aprendizagem” – Telma Vinha*

 

*Telma Vinha é doutora em Educação, professora da Unicamp e integrante do comitê técnico do Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede).

 

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