Músicas 2020: confira os clipes do projeto 

No segundo semestre, o Músicas 2020, projeto desenvolvido nas aulas de música, teve como proposta o estudo de ritmos e estilos musicais, além da elaboração de uma apresentação musical, no formato de gravação de áudio e vídeo, para as turmas do Fundamental II e a partir do 2º ano do Fundamental I.

Como atividade disparadora, cada turma realizou uma pesquisa de investigação sobre o surgimento e o contexto histórico de cada tema musical específico. Após essa sensibilização, os estudantes apresentaram seus trabalhos de pesquisa e sugeriram as músicas que gostariam de ensaiar.

 

 

“Iniciamos o processo de ensaio, escolhendo o repertório, dividindo os naipes de instrumentos e iniciando as práticas musicais para execução da trilha sonora do projeto. Após essas decisões, cada estudante ficou responsável pela execução de um instrumento dentro da música selecionada. Os ensaios foram realizados em aulas síncronas e a partir dos vídeos enviados pelo professor aos estudantes e vídeos enviados pelos estudantes”, explica o professor Gabriel Ribeiro Corrêa, de Música.

O objetivo final era que cada turma produzisse um vídeo com uma vinheta das músicas estudadas. Desta maneira, apesar de não ser ao vivo, seria possível aproximar o projeto a uma apresentação musical, que exige a sincronia do grupo e a responsabilidade individual de cada estudante com o estudo de seu instrumento para a apresentação final, que contou com a participação do professor de Música, que cadencia a execução musical cantando e tocando instrumentos em todos os clipes, produzidos.

Confira os detalhes de cada projeto, por turma! 

 

2º ano: Oração dA Banda Mais Bonita da Cidade

 

A professora Maucha trabalhou com os estudantes a música “Oração”, da Banda Mais Bonita da Cidade, ganhou uma versão especial dos estudantes do 2° ano, que estava trabalhando apreciação musical e escuta. “Começamos a escutar diferentes músicas percebendo e identificando os instrumentos presentes no arranjo e a forma musical”, explica Maucha.

Quantos sons diferentes vocês conseguem escutar nessa música? Vocês reconhecem os sons dos instrumentos? A música tem quantas partes? Tem um refrão?

“Essas foram algumas das perguntas que fiz aos estudantes ao escutar as diferentes músicas! Assim, fomos observando que uma música pode ser tocada de diferentes formas: só com voz, com muitos ou poucos instrumentos… Apresentei a canção “Oração“, da Banda Mais Bonita da Cidade, porque em seu arranjo estão presentes muitas vozes e instrumentos diferentes, que entram aos poucos, um de cada vez, ao longo da música que se repete várias vezes. O arranjo dessa música nos proporcionou essa escuta atenta dos diferentes sons presentes no arranjo e na percepção de como a música se transforma de acordo com a instrumentação”, conta a professora.

“Os estudantes fizeram essa escuta atenta da música algumas vezes e se encantaram pela canção. Aprenderam sua melodia e letra e decidimos então que trabalharíamos o canto e um arranjo musical para ela. Nas aulas, experimentamos diversas maneiras de cantar: cada um cantando uma frase, cantando juntos, acompanhando o ritmo com instrumentos ou objetos! Em casa, as crianças praticaram o canto e fizeram uma gravação, escutando uma base guia. Ainda que longe fisicamente, encontramos nossa forma de fazer música juntos”, conclui Maucha.

 

3º ano: história da música antiga e o surgimento das escalas e escrita musical

 

A partir da atividade disparadora de pesquisa sobre o uso cultural da música no período antigo e os estudos de Pitágoras sobre as escalas musicais, os estudantes foram para uma segunda etapa de aprendizagem, a identificação dos instrumentos e suas famílias, a identificação das alturas musicais (graves e agudos) e a prática de canto coral. A escolha da música “Minha canção”, dos Saltimbancos, foi escolhida por contemplar todos esses conteúdos, pois cada verso dela inicia-se com o nome de uma nota e a sua melodia corre exatamente na escala musical estudada. Para a gravação, os estudantes enviaram vídeos cantando, tocando percussão corporal e piano solo.

 

4º ano: história da música afro-brasileira e o ritmo ijexá

 

O foco das atividades foi a leitura rítmica e a aprendizagem dos toques do ritmo ijexá. Para isso, os estudantes se debruçaram sobre temas como a escravidão no Brasil, as etnias e as culturas africanas no Brasil, o candomblé e os instrumentos tradicionais do ijexá. A trilha sonora escolhida foi a música “Um canto de afoxé para o bloco do Ilê”, do Caetano Veloso. E para a gravação, os estudantes enviaram vídeos executando, não só os toques de percussão, como também o canto da letra.

 

5º ano: história da música afro-brasileira e o ritmo capoeira

 

No 5º ano, os estudantes aprofundaram os estudos sobre a cultura afro-brasileira. Assim, antes de iniciar os estudos musicais, fizemos uma pesquisa prévia sobre a origem e a história da capoeira. Eles estudaram temas como a resistência da cultura africana e também entenderam seus diferentes estilos. Alguns movimentos básicos e, principalmente, os toques do pandeiro, atabaque, agogô e berimbau, todos aplicados ao pandeiro ou adaptados em panelas e baldes. A música ensaiada foi “A bananeira caiu” do capoeirista e cantor Boca Rica. Para a gravação, os estudantes enviaram vídeos tocando percussão e cantando o refrão da música.

 

6º ano: história da embolada e do partido-alto

 

O projeto do 6º ano iniciou-se com uma pesquisa sobre a origem da embolada e do partido-alto. Os dois estilos musicais têm algumas características em comum, como a utilização das rimas improvisadas e o pandeiro como instrumento essencial. A partir dessa contextualização, os estudantes escolheram o ritmo partido alto para ensaiar e montar a apresentação. Além disso, escolheram os instrumentos que gostariam de praticar no quarto bimestre. Os grupos foram divididos entre harmonia e percussão. A música escolhida pelo grupo foi “Sou mais o samba”, do sambista Candeia. Para a gravação, os estudantes enviaram vídeos tocando pandeiro ou caderno (em substituição ao pandeiro), violão e ukulele.

 

7º ano: história da música norte-americana

 

O projeto de música do 7º ano iniciou-se no terceiro bimestre com uma pesquisa sobre a história do surgimento dos ritmos blues, jazz, rock e funky norte-americano. Após essa contextualização, fizemos uma votação para escolher o repertório a ser ensaiado. A música escolhida foi “Take on me”, do grupo de rock A-ha. Para a gravação, os estudantes enviaram vídeos cantando e tocando teclado, pandeiro, tambor e percussão adaptada às panelas e baldes.

 

8º ano: história da bossa nova, choro e samba

 

Ao pesquisar a contextualização histórica do surgimento do samba, do chorinho e da bossa nova, os estudantes passaram por temas como cultura africana, urbanização do Rio de Janeiro, apropriação cultural e as influências musicais e culturais possíveis de identificar em cada ritmo. Além disso, percebemos as diferentes formas musicais e as características de cada estilo. A partir desta sensibilização, os estudantes escolheram para ensaiar a música “Deixa a vida me levar”, do compositor Serginho Meriti. Para a gravação, os estudantes enviaram vídeos cantando e tocando teclado, pandeiro, tambor e percussão adaptada às panelas e baldes.

 

9º ano: história da tropicália, festivais da MPB e do rock no Brasil

 

O 9º ano é um fechamento do Fundamental II e, neste sentido, os temas permitem que os estudantes revisitem estilos musicais estudados nos anos anteriores. A pesquisa feita pelos estudantes contextualiza o surgimento do conceito da MBP, os conflitos culturais ocorridos devido à influência da música norte-americana e também o surgimento da tropicália para uma nova possibilidade estética musical. A partir desse aprofundamento, os estudantes escolheram a música “Cegos no castelo”, de Nando Reis, como representante do tema rock brasileiro. Para a gravação, os estudantes mandaram vídeos tocando violão, ukulele e percussão adaptada a baldes e panelas e, também, cantando. Contamos também com a participação especial do professor Guilherme, de Filosofia, tocando o teclado.

 

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