Na última sexta-feira, 20 de setembro, 150 países aderiram à Greve Global pelo Clima, idealizada para alertar a população e mobilizar os governantes sobre a crise climática. O movimento, que segue até o dia 27, envolveu uma onda de protestos, que tiveram origem no ‘Sextas-feiras pelo Futuro’ (Fridays For Future), liderado pela jovem sueca Greta Thunberg.

Em apoio à ação, realizada em 20 estados brasileiros, desenvolvemos com as turmas do Ensino Médio uma atividade para debater os protestos pelo clima. Nas duas primeiras aulas, os estudantes assistiram a uma apresentação que teve como tema: mudanças climáticas, desigualdade social e pós-verdade.

A atividade teve como proposta discutir os fatores que influenciam o ser humano na construção de opinião sobre questões sociais e ambientais. Entre as questões estão as mudanças climáticas, os estudos internacionais realizados sobre o tema, os movimentos que apoiam e confrontam a questão e os reflexos sociais das alterações do clima crescentes sobre o planeta.

Os efeitos da crise climática

Greve pelo Clima

Nesta semana, acontece em Nova York, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), a Cúpula sobre a Ação Climática. Na ocasião, líderes mundiais construirão acordos para conter a variação de temperatura média global.

Atualmente, atingimos a variação de +1 ºC em relação à temperatura média global do período pré-industrial, definida como a média das temperaturas entre 1850-1900. Segundo estudos, em 2040, atingiremos a variação de +1,5 ºC. Com isso, após o Acordo de Paris de 2015, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) foi convidado a construir um documento sobre as alterações climáticas que tendem a ocorrer em dois cenários: a variação de +1,5 ºC e +2,0 ºC em relação ao período pré-industrial.

Observa-se que a variação das temperaturas ocorre de maneira diferente nos oceanos e nos continentes, sendo estes últimos mais vulneráveis. Além disso, as mudanças afetam, de maneira mais intensa, a temperatura dos polos durante as épocas frias.

Mudanças climáticas

As mudanças climáticas são uma realidade já vivenciada que têm aumentado a incidência de fenômenos como o El Niño, a desertificação de solos, as ondas de calor, a desregulação do regime de chuvas, a menor umidade da vegetação que culmina nas queimadas naturais e o derretimento de geleiras.

Vale ressaltar que, a cada variação de temperatura positiva, aumenta a probabilidade da ocorrência de desastres naturais e, consequente, crises humanitárias. Com base nisso, tem-se definido um novo termo para grande concentração de populações afetadas por fenômenos climáticos que precisam deixar o local onde vivem, os refugiados ambientais. Em 2008, 25 milhões de indivíduos foram considerados refugiados ambientais e a projeção é de que em 2050, esse número chegue a 200 milhões de pessoas.

Os estudos do IPCC têm se fortalecido, ano após ano, desde sua fundação, em 1988, em Genebra. As mudanças climáticas já trazem consequências naturais e sociais graves. Graças a eles, hoje, somos capazes de prever o agravamento das crises e determinar ações necessárias para impedir a piora do quadro. Entretanto, para termos uma relação madura com a questão, é necessário uma postura consciente por parte da população mundial e dos governantes.

Greve Global pelo Clima 

No decorrer desta semana, devem ocorrer cerca de 3,5 mil manifestações da Greve Global pelo Clima, em 117 países. Cerca de 800 protestos serão realizados somente nos Estados Unidos.

O movimento Fridays For Future, que originou os protestos, foi idealizado pela ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, que começou a faltar às aulas uma vez por semana e, no ano passado, começou a protestar em frente ao Parlamento da Suécia, em Estocolmo.

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