Os projetos didáticos são uma das possibilidades para organizar os conteúdos que serão desenvolvidos na escola. Uma alternativa de trabalho que dá sentido às aprendizagens dos estudantes no ambiente escolar já que produto elaborado  será socialmente compartilhado: a produção de um livro, um podcast, um sarau ou um seminário entre tantas outras possibilidades.

Além disso, eles possibilitam o trabalho com diferentes conteúdos de diferentes natureza simultaneamente: conceituais, procedimentais e atitudinais. Segundo a UNESCO isso significa aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e  aprender a ser, os quatro pilares da educação.

“Elaborar um livro de contos, por exemplo, implica em conhecer tanto as características do gênero textual por meio de muitas leituras, como  se envolver com sua produção, que necessariamente prevê muitas revisões até que seja finalizado. Mesmo assim, participam ativamente de todas as etapas já que o desejo é tornar o produto final o mais bem escrito possível. Vive-se o processo em toda sua complexidade. O estudante é convidado a se colocar nos papéis de leitor e escritor”, explica nossa coordenadora pedagógica da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I, Miriam Orensztejn.

Com ampla experiência em educação, Miriam já atuou em diversos colégios particulares de São Paulo, tendo desenvolvido alguns projetos no Ministério da Educação (MEC) e na  Secretaria de Educação do Estado.

Formada em Pedagogia e Psicopedagogia, a coordenadora já escreveu livros didáticos e, há alguns anos, desenvolve o Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (PROFA) junto a profissionais de educação com o objetivo de que  formem estudantes da Educação Infantil aos anos finais do Fundamental I.

Projeto didático na prática

As primeiras atividades de um projeto didático envolvem o levantamento dos conhecimentos prévios dos estudantes. Afinal, o que já sabem sobre o conteúdo a ser estudado? Também, nessa etapa, compartilhamos o que será elaborado, isto é o produto final.

Fica claro para os estudantes, desde o início, o que, o porquê e com quem será compartilhado esse estudo. “É preciso promover uma situação real de aprendizagem que os envolva e permita que eles expressem o que sentem e o que sabem sobre o objeto de estudo.”

Dentro do projeto, é fundamental considerar e respeitar os diferentes ritmos de aprendizagem , valorizando as diferenças e propondo novos desafios de acordo com as reais necessidades de cada estudante. Considerar essas necessidades significa, entre tantas outras coisas, que trabalhem em parceria pois sabemos que desta forma um aprende com o outro, especialmente quando pensam diferente sobre determinados assuntos. “Assim, existe a troca de informação e o estímulo ao pensar autoral numa troca de ideias já que nosso projeto pedagógico não tem o professor como único informante dentro da sala de aula”, conclui Miriam.

Para que tudo isso aconteça, o professor tem um papel fundamental  na elaboração de uma sequência de atividades que vão compor o projeto. Nela, de forma orgânica, serão contempladas as aprendizagens dos diferentes tipos de conteúdos que levem em conta a formação do cidadão.

Entenda os projetos didáticos, além da sala de aula, do Ofélia

Estudantes durante atividade de estudo do meio para pesquisa sobre povos indígenas (Foto: Divulgação/Ofélia)

Mostra de projetos 2019

Na Mostra Cultural, que será realizada em novembro, os estudantes compartilharão com familiares e outros estudantes do Ofélia os produtos produzidos fruto dos projetos desenvolvidos. Neste ano a mostra vai tratar questões relacionadas aos povos indígenas, tema escolhido a partir das comemorações do Ano Internacional das Línguas Indígenas, instituído pela UNESCO.